Campanhas se mexem para arrecadar dinheiro, ainda em ritmo lento
A temporada de busca por doações começou oficialmente na atual corrida presidencial, mas o volume de arrecadação ainda está abaixo do esperado por conta do cenário de empate técnico entre os dois principais candidatos, calculam PT e PSDB nos bastidores.

Para custear a eleição mais cara da história, os arrecadadores de cada time estão atrás de empreiteiras e bancos, tradicionais financiadores de eleições no país. Segundo o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), as pesquisas eleitorais devem influenciar a arrecadação.

- Os empresários ficam aguardando as pesquisas de intenção de voto para decidir onde investir. A indefinição do quadro posterga as doações. O problema é que as campanhas não podem ser postergadas.

Será preciso recolher muito dinheiro para honrar as previsões de gasto deste ano. O tucano José Serra fixou um teto de despesas em R$ 180 milhões e nomeou dois responsáveis formais para administrar as contas. Sua adversária petista, Dilma Rousseff, com gastos previstos em R$ 157 milhões, também indicou seus auxiliares.

Para a função, Serra convidou o ex-ministro da Justiça José Gregori, encarregado legal das contas da campanha. A seu lado está Luis Sobral, militante tucano há 12 anos, hoje na função de tesoureiro.

Já Dilma escolheu José de Fillipi Junior, ex-prefeito de Diadema, que já havia sido tesoureiro da campanha de Lula em 2006. O Tribunal de Contas do Estado anunciou na terça-feira ter rejeitado as contas do município de 2008, quando comandava a cidade.

Nas eleições de 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) declarou gastos de R$ 79 milhões, enquanto Lula, de R$ 91 milhões.

 

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